Dona de casa dá testemunho emocionado durante celebração em homenagem ao padre Alfonso Pastore
Se existe uma coisa que não falta nas comunidades onde o padre Alfonso Pastore trabalhou, é gente para dar testemunhos sobre mudanças em suas vidas.
O testemunho emocionado de uma dona de casa marcou a segunda celebração, na Arquidiocese de Vitória, pelos 25 anos de falecimento do padre Alfonso Pastore.
A celebração aconteceu na noite de segunda-feira, dia 17 de março de 2025, exatamente a data de falecimento do sacerdote.
Foi na Paróquia São Francisco de Assis, que fica no bairro Porto de Santana, na periferia de Cariacica, perto de Vitória.
A celebração foi presidida por dom Benedito Gonçalves dos Santos, da Diocese de Presidente Prudente, interior de São Paulo, que veio à Vitória para informar que o processo de beatificação do padre Alfonso Pastore está para ser iniciado.
Dom Benedito lembrou, inicialmente, a formação de dezenas de pequenas comunidades na cidade de Paracatu, onde ele trabalhou com o padre Alfonso Pastore. A formação de pequenas comunidades era o ponto principal do trabalho do padre Alfonso, e muitas permanecem ativas até hoje, não apenas em Paracatu, mas também em outras cidades.
O Evangelho do dia tinha como tema a misericórdia de Deus. Em sua homilia, dom Benedito falou sobre a necessidade de acolhermos a Palavra de Deus não apenas com nossos ouvidos, mas principalmente com nossos corações, e pediu que “devemos ver os outros com os olhos de Deus”.
E citando o papa Francisco, lembrou que a sociedade está doente e que “a Igreja é um grande hospital para curar esses males”.
Ele encerrou a sua homilia dizendo que o padre Alfonso Pastore tinha um grande zelo pela Igreja e pelas famílias.
Testemunho
Quase no final da celebração, a dona Cleuseni de Andrade Pereira, deu um testemunho ao lado de seu esposo, Kleber Pereira.
Ela contou que o padre Alfonso não discriminava as pessoas e, se houvesse necessidade, chamava até quem não era ministro para distribuir a Eucaristia. Ele dizia: “Quem tem que estar preparado é a pessoa que vai receber a Eucaristia”.
Outro detalhe que ela citou em relação a muitos casais, é que quando ainda estão solteiros, focam nas qualidades um do outro, e quando se casam, focam nos defeitos.
Dona Cleuseni ainda falou sobre algumas curas que houve em sua família quando o padre Alfonso estava na comunidade na década de 1990. E encerrou dizendo: “Ele nos ensinou a amar a Deus de verdade”.
O padre Luiz Laudino, da Arquidiocese de Londrina, que vai trabalhar na fase inicial do processo de beatificação, exaltou o testemunho prestado por dona Cleuseni e ressaltou que a grandeza de um testemunho não está em relatar o que se ouviu, mas a pessoa falar sobre sua própria experiência.
No final da missa, dom Benedito elogiou a participação ativa da comunidade na celebração e também a equipe de música que animou a missa com belos cantos.
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