PEQUENA BIOGRAFIA

Padre Alfonso Pastore é exemplo de vida missionária

O padre Alfonso Pastore nasceu em Soledade (RS), no dia 8 de novembro de 1932.

Era o quinto filho do casal José Pastore e Maria Ranzolim Pastore, agricultores e muito religiosos. O casal teve sete filhos.

A família se mudou para Iomerê (SC) quando Alfonso ainda era criança. Na época, a localidade era distrito de Videira (SC).

Alfonso fez a primeira comunhão com apenas 6 anos de idade, depois de “convencer” seus pais e o padre local de que estava preparado.

“Seo” José e dona Maria pediam, todos os dias, que Deus chamasse um de seus filhos para o sacerdócio. Alfonso atendeu ao chamado. Com o apoio de seus pais, entrou para o seminário da Ordem dos Ministros dos Enfermos, em Iomerê, mais conhecida como ordem dos camilianos, que tem a saúde como carisma. Foi ordenado sacerdote no dia 29 de junho de 1958, em São Paulo (SP), aos 25 anos.

Além dele, Christina, a única filha do casal, também optou pela vida religiosa e se tornou uma irmã marcelina. Hoje, com mais de 90 anos, mora na Casa Nossa Senhora do Divino Pranto, em São Paulo, que é uma casa de apoio às irmãs idosas ou doentes.

Muito preocupado com a situação da família, de modo geral, o padre Alfonso teve uma grande inspiração em abril de 1970, quando criou uma sequência de palestras que deu origem ao Encontro de Casais com Cristo. Os primeiros encontros aconteceram no segundo semestre do mesmo ano em São Paulo.

O ECC é o trabalho de maior abrangência criado pelo padre Alfonso Pastore, mas ele criou também uma série de outras ações para a Igreja Católica durante sua vida.

No começo da década de 1980, o padre Alfonso resolveu deixar a ordem dos camilianos e foi trabalhar em Vitória (ES). Na capital capixaba, dedicou a maior parte de seu tempo para visitar os doentes nos hospitais, formar pequenas comunidades nos morros e dar uma atenção especial aos presos, a quem chamava de “irmãos”. Aliás, o trabalho do sacerdote na Pastoral Carcerária lhe rendeu alguns dissabores, ameaças de morte e enfrentamentos com autoridades constituídas.

É difícil saber onde o padre Alfonso Pastore arrumava tanto tempo. Ele anotava, à mão, tudo o que vivenciava durante o dia, o que lhe rendeu mais de 30 livros publicados.

O padre Alfonso Pastore foi para Paracatu (MG) em março de 1988, onde viveu um de seus melhores períodos. Ficou pouco mais de dois anos na cidade, o suficiente para “sacudir” a sociedade local. Em Minas Gerais, as pessoas lembram que ele chegava a celebrar 10 missas por dia, cada uma em uma comunidade – e sempre com o mesmo entusiasmo.

Depois de Paracatu, o padre Alfonso trabalhou alguns períodos menores em Rio Verde (GO) e Grajaú (MA), antes de voltar pela segunda vez para a cidade de Vitória, agora para assumir duas comunidades completamente diferentes do ponto de vista social: uma em um bairro nobre da cidade e outra em uma comunidade pobre na periferia de Cariacica, na Grande Vitória.

No começo de 1996, o padre Alfonso voltou para a Diocese de Paracatu, em Minas Gerais, para trabalhar na cidade de Arinos, onde formou dezenas de pequenas comunidades. Arinos foi a última cidade onde o padre Alfonso exerceu seu trabalho missionário. Ele passou mal durante uma celebração em uma comunidade na zona rural e teve que ser levado novamente à Vitória para tratamento.

O padre Alfonso Pastore tinha uma personalidade muito forte e uma capacidade extraordinária de persuadir as pessoas. Pode até ser que persuadir não seja a palavra mais apropriada porque ele só aceitava “sim” como resposta e as pessoas, por sua vez, ficavam receosas em dizer “não”.

O padre Alfonso Pastore também não tinha receio em ficar na casa das pessoas. Aliás, era o que mais gostava. Ele, na prática, se convidava. E a permanência poderia durar alguns dias, semanas, meses ou ano.

Algo que impressiona é que as pessoas que tiveram essa convivência mais próxima, se sentem agradecidas por tanta graça que receberam e até se emocionam quando se tocam no assunto.

O padre Alfonso padeceu de várias doenças durante a vida, mas dizia às pessoas mais próximas que queria morrer de câncer. Para ele, esta era uma forma da pessoa se redimir perante Deus. E sua vontade foi atendida. Viveu seus dois últimos anos com um câncer no cérebro e agradecia a Deus por isso.

Morreu no dia 17 de março de 2000, na cidade de Vitória (ES), aos 67 anos. Pediu para ser sepultado em Iomerê onde passou boa parte de sua infância e onde ainda moram alguns de seus familiares.

Na lápide da sepultura do padre Alfonso está a frase que marcou toda sua existência: “Se não for para ir para o céu, não vale a pena viver”.

Principais datas

Estas são as principais datas relacionadas ao padre Alfonso Pastore:
  • O padre Alfonso Pastore nasceu em Soledade (RS), no dia 8 de novembro de 1932.
  • Era o quinto filho do casal José Pastore e Maria Ranzolim Pastore, agricultores e muito religiosos. O casal teve sete filhos.
  • A família se mudou para Iomerê (SC) quando Alfonso ainda era criança. Na época, a localidade era distrito de Videira (SC).
  • Alfonso fez a primeira comunhão com apenas 6 anos de idade, depois de “convencer” seus pais e o padre local de que estava preparado.
  • “Seo” José e dona Maria pediam, todos os dias, que Deus chamasse um de seus filhos para o sacerdócio. Alfonso atendeu ao chamado. Com o apoio de seus pais, entrou para o seminário da Ordem dos Ministros dos Enfermos, em Iomerê, mais conhecida como ordem dos camilianos, que tem a saúde como carisma. Foi ordenado sacerdote no dia 29 de junho de 1958, em São Paulo (SP), aos 25 anos.
  • Além dele, Christina, a única filha do casal, também optou pela vida religiosa e se tornou uma irmã marcelina. Hoje, com mais de 90 anos, mora na Casa Nossa Senhora do Divino Pranto, em São Paulo, que é uma casa de apoio às irmãs idosas ou doentes.
  • Muito preocupado com a situação da família, de modo geral, o padre Alfonso teve uma grande inspiração em abril de 1970, quando criou uma sequência de palestras que deu origem ao Encontro de Casais com Cristo. Os primeiros encontros aconteceram no segundo semestre do mesmo ano em São Paulo.
  • O ECC é o trabalho de maior abrangência criado pelo padre Alfonso Pastore, mas ele criou também uma série de outras ações para a Igreja Católica durante sua vida.
  • No começo da década de 1980, o padre Alfonso resolveu deixar a ordem dos camilianos e foi trabalhar em Vitória (ES). Na capital capixaba, dedicou a maior parte de seu tempo para visitar os doentes nos hospitais, formar pequenas comunidades nos morros e dar uma atenção especial aos presos, a quem chamava de “irmãos”. Aliás, o trabalho do sacerdote na Pastoral Carcerária lhe rendeu alguns dissabores, ameaças de morte e enfrentamentos com autoridades constituídas.
  • É difícil saber onde o padre Alfonso Pastore arrumava tanto tempo. Ele anotava, à mão, tudo o que vivenciava durante o dia, o que lhe rendeu mais de 30 livros publicados.
  • O padre Alfonso Pastore foi para Paracatu (MG) em março de 1988, onde viveu um de seus melhores períodos. Ficou pouco mais de dois anos na cidade, o suficiente para “sacudir” a sociedade local. Em Minas Gerais, as pessoas lembram que ele chegava a celebrar 10 missas por dia, cada uma em uma comunidade – e sempre com o mesmo entusiasmo.
  • Depois de Paracatu, o padre Alfonso trabalhou alguns períodos menores em Rio Verde (GO) e Grajaú (MA), antes de voltar pela segunda vez para a cidade de Vitória, agora para assumir duas comunidades completamente diferentes do ponto de vista social: uma em um bairro nobre da cidade e outra em uma comunidade pobre na periferia de Cariacica, na Grande Vitória.
  • No começo de 1996, o padre Alfonso voltou para a Diocese de Paracatu, em Minas Gerais, para trabalhar na cidade de Arinos, onde formou dezenas de pequenas comunidades. Arinos foi a última cidade onde o padre Alfonso exerceu seu trabalho missionário. Ele passou mal durante uma celebração em uma comunidade na zona rural e teve que ser levado novamente à Vitória para tratamento.
  • O padre Alfonso Pastore tinha uma personalidade muito forte e uma capacidade extraordinária de persuadir as pessoas. Pode até ser que persuadir não seja a palavra mais apropriada porque ele só aceitava “sim” como resposta e as pessoas, por sua vez, ficavam receosas em dizer “não”.
  • O padre Alfonso Pastore também não tinha receio em ficar na casa das pessoas. Aliás, era o que mais gostava. Ele, na prática, se convidava. E a permanência poderia durar alguns dias, semanas, meses ou ano.
  • Algo que impressiona é que as pessoas que tiveram essa convivência mais próxima, se sentem agradecidas por tanta graça que receberam e até se emocionam quando se tocam no assunto.
  • O padre Alfonso padeceu de várias doenças durante a vida, mas dizia às pessoas mais próximas que queria morrer de câncer. Para ele, esta era uma forma da pessoa se redimir perante Deus. E sua vontade foi atendida. Viveu seus dois últimos anos com um câncer no cérebro e agradecia a Deus por isso.
  • Morreu no dia 17 de março de 2000, na cidade de Vitória (ES), aos 67 anos. Pediu para ser sepultado em Iomerê onde passou boa parte de sua infância e onde ainda moram alguns de seus familiares.
  • Na lápide da sepultura do padre Alfonso está a frase que marcou toda sua existência: “Se não for para ir para o céu, não vale a pena viver”.